segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mais um Viva!

Com vocês o Manifesto da Antropofagia periférica,


Por Sérgio Vaz

A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros. A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula. Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha.

A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.

A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar. Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema real que transmite ilusão. Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de madeiras. Da Dança que desafoga no lago dos cisnes. Da Música que não embala os adormecidos. Da Literatura das ruas despertando nas calçadas. A Periferia unida, no centro de todas as coisas.
Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala. Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala. É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do país. Que armado da verdade, por si só exercita a revolução. Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona. Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural. Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado. Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Miami pra eles ? “Me ame pra nós!”. Contra os carrascos e as vítimas do sistema. Contra os covardes e eruditos de aquário. Contra o artista serviçal escravo da vaidade. Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada.
A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor. É TUDO NOSSO!

Sérgio Vaz vive em http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/

Virando culturamente

São Paulo é São Paulo. Não tem nem o que comentar. Nem só de Isabellas e Alckmins vivemos. Aleluia. Temos também um dos maiores eventos culturais brasileiros. Virada Cultural. Falta muito para ter uma estrutura maravilhosa. Claro. A cidade mal comporta as pessoas que nela vivem, imagina eventos gratuitos varando madrugadas. Depois dizem que brasileiro é sem cultura. Tão sem cultura que basta proporcionarem eventos gratuitos que o povo sai à rua. Dessa vez, não para o protesto e nem manifestações. Somente para o lazer e ouvir uma boa música, um bom espetáculo de dança ou teatro, performances de novos e velhos artistas. A noite estava quente. Apinhada de gente. Deu na Folha recorde de público. "4 milhões de pessoas", dizia a reportagem. Viva!

Existe esperança no fim do túnel...ou estou sendo crente demais?

Mico público?

É claro que o povo adora. O povo adora ver o "próximo" se fuder, ainda mais quando essa pessoa é uma bonitona, gostosona. Por isso o Panico faz tanto sucesso.

Deixando a demagogia de lado, vou admitir que acho os meninos do Pânico beeem divertidos. As sacadas deles são ótimas, embora concorde que muita piada é BEM de mal gosto.

Resolvi dedicar meu post ao Pânico pq fico impressionada com a rapidez com que eles fazem piadas. Qualquer coisa para eles é pauta, seja o tio do cachorro quente ao cabelo loiro despenteado da socialite.

O que me intriga é como as pessoas costumam reagir à presença dos meninos do Pânico. Impressionante como a vontade de aparecer na televisão mexe com o ego das pessoas. Seja em Big Brother, em reportagens e até mesmo em programas de tv.

Over...bem over...

Vai ver é por isso que a famosa palavra do pâniques deu tanto certo: os "Roberts" são o futuro!!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Gatos são fofos...

Assunto controverso, porém não menos significativo, gatos são fofos. São sim. Você já viu algum dono de gato parar em apenas um animalzinho na sua casa? Eu não. Claro que depende do espaço físico e da situação financeira. Particularmente, acredito na sensibilidade desses bichinhos a ponto de mudar de opinião ao ouvir um simples miado diferente. Sim, alguns dizem que falo gatês, não sei responder, mas garanto que compreendo, pelo menos as coisas que os meus gatos dizem.

Depois postarei mais sobre gatos, mas a finalidade desse post é simplesmente colocar um link do youtube. Intitulado Simon´s Cat, o autor já fez duas animações desse gatinho. Com diversão garantida, agora é só esperar que o autor continue criando outras.

http://www.youtube.com/watch?v=w0ffwDYo00Q

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Falta de criatividade?

Parece que estamos entrando no miolo dos países que têm problemas naturais. Ontem, o terremoto- de 5,2 graus na escala Richter - assustou muita gente aqui no Brasil.

Devo confessar...eu não senti nada. Não que não fosse imperceptível, já que depois dessa notícia, consultei amigos e familiares que me diziam coisas como:

- Você não sentiu?

- Achei que fosse o metrô!!

- O mundo está acabando.

No meu caso, a grande culpada pela falta de sensibilidade ao tremor de terra foi simplesmente a anestesia. Sim, tive minha primeira e cruel dor de dente. Depois de passar horas agonizando - só quem teve dor de dente sabe o que estou dizendo - consegui que uma alma caridosa me atendesse e...adivinhem o resultado da saga? Cinco anestesias e face adormecida. Sendo assim, dificilmente sentiria qualquer tremor no chão, já que o único tremor que eu sentia era a volta da anestesia na minha bochecha.

Resultado?

Com uma curiosidade intensa perante a minha falta de sensibilidade, resolvi ler um pouco a respeito de terremotos, quando indo para casa, me deparo com a mesma manchete em três jornais diferente - sim, eu disse TRÊS - dizendo a seguinte frase:

Terremoto assusta São Paulo.

Confesso que a falta de criatividade na manchete de três jornais diferentes me assustou mais do que o fator natural em si.

Vai entender...

Reviravoltas e voltas e voltas

Não que eu tenha desistido de escrever. Talvez um pouco, mas confesso que a falta de tempo foi o motivo mais grave do sumiço. Entre outras coisas como: defesa de mestrado, trabalho, trabalho e trabalho...coisas da nossa sociedade contemporânea.
Agora com novas idéias e - não tão nova - vida, volto a colocar posts nesse blog - que volta com nova força....

Como já dizia os Ramones, so: Hey Ho, lets go!